Leitura
17, Maio, 2009
Cheguei ao livro “Rituais” do Cees Nooteboom por indicação. O livro é dividido em três partes e acompanha algumas passagens da vida de Inni Wintrop em 1963, depois voltamos no tempo e chegamos em 1953 para avançar ao desfecho em 1973. O romance é ambientado em uma Holanda diferente do que eu imaginava e faz esses saltos nos anos para explicar o quanto duas pessoas influenciaram a vida de Inni, pai e filho que mal chegaram a se conhecer, pessoas misantropas que parecem dividir uma ligação forte e que rejeitam o mundo da maneira que ele é. Cees Nooteboom é um desses escritores que quando você encontra deve buscar todos os títulos traduzidos e lançar mão de suas horas na leitura de suas obras.
“Envelhecer significa também recusar-se a produzir novas lembranças.”
“O novo amor é o crematório do anterior.”
Um livro curto, com cerca de 200 páginas e que consegui ler nessa última semana durante minha travessia de ônibus pela cidade de Curitiba nessas noites cada vez mais frias.
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